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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nordeste não é Calabar: polícia tem dificuldades para pacificar áreas das novas bases

Rua Correia do Sul, Campo do Areal, Vila Memeia e Rua 11 de Novembro (sent. horário)

Se a polícia entra na Vila Memeia, no Nordeste de Amaralina, os traficantes revidam à base de tiros. No Campo do Areal, também no Nordeste, o futebol volta e meia é interrompido por brigas entre traficantes. Na rua Coreia do Sul, o tráfico ainda mantém as vendas movimentadas.

Na vizinhança das três Bases Comunitárias de Segurança (BCS) do Nordeste e Santa Cruz, inauguradas em 27 de setembro, a pacificação ainda não é uma realidade visível. Nos primeiros dias após a instalação das bases, já houve duas tentativas de homicídios e registro de troca de tiros de traficantes com rivais e também com a polícia.

A diferença do que houve após a implantação da BCS no Calabar, em abril, é uma prova de  que a  instalação de cada unidade terá suas particularidades. No Calabar, paira o sossego - nenhum homicídio ou tentativa foi registrado em quase seis meses.

“Aqui até tem um ou outro que vende droga, mas tem seis meses que não vejo sair um defunto desse lugar”, conta uma comerciante do bairro que, mesmo dizendo estar vivendo em paz, prefere não ser identificada. “Infelizmente, não sabemos até quando isso vai durar”.

O capitão Marcelo Pitta, chefe do Departamento de Imprensa da Polícia Militar, aponta a geografia e a cultura populacional dos bairros como fatores que influenciam na diferença. 

“O Nordeste é um desafio maior, pois compreende uma região de três bairros. O processo de implementação das bases passa por redirecionamentos, focando a interação com a comunidade. Não é algo que acontece de um dia para outro”.